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Grupo argelino chega ao Brasil e quer investir US$ 2 bilhões

Tradicional importadora de commodities agrícolas do país, a empresa está estruturando um plano de negócios que prevê investimentos iniciais de mais de US$ 2 bilhões no processamento de grãos e na logística para o escoamento pelo Norte brasileiro. A companhia já começou a adquirir terrenos e a expectativa é dar a partida nas operações em 2020.
“O ponto central desse movimento da Cevital é o reforço da segurança alimentar. E não apenas da Argélia, mas também de países africanos vizinhos”, disse ao Valor Paulo Hegg, representante do grupo no Brasil. Engenheiro de formação, Hegg é da família fundadora da Laticínios Tirolez e cuida dos negócios de exportação da empresa de queijos. Há cinco anos, passou a se dedicar também à produção de grãos e fibras no Sudão, leste da África, onde conheceu a Cevital.
A família Rebrab, proprietária da Cevital, estudava a compra de usinas de açúcar no Sudão quando foi apresentada a Hegg, em 2013. “O Ministério da Agricultura do Sudão, que é nosso sócio lá, sugeriu a eles que conhecessem o nosso projeto”, disse o brasileiro. As conversas revelaram que a empresa já comprava do Brasil US$ 1,5 bilhão por ano em soja, milho e açúcar – montante que corresponde a 75% do comércio Brasil-Argélia, que é de US$ 2 bilhões, conforme Hegg. “Mas essas negociações vinham sendo feitas por meio de tradings e achamos que a empresa tinha que começar a fazer originação, conhecer melhor o Brasil”.
Criada nos anos 1970 – e hoje a maior empresa privada argelina, com cerca de 15 mil funcionários -, a Cevital originalmente se dedicava à metalurgia e à indústria de vidros. A entrada no agronegócio ocorreu apenas no fim da década de 1990, mas o setor já responde por cerca de 50% do faturamento total da empresa, que deve alcançar US$ 8 bilhões em 2015. Na Argélia, a Cevital está voltada principalmente à produção de hortaliças e frutas, mas em pequenas áreas, devido às limitações geográficas.
A mudança na Lei dos Portos no Brasil, ainda em 2013, que facilitou a instalação de novos terminais privados, foi a deixa para que a Cevital decidisse se posicionar mais firmemente no país. “Como já tem o know-how do porto próprio [em Bejaia, na Argélia], a companhia ficou interessada”, afirmou Hegg. A Cevital constituiu então um grupo técnico e o brasileiro passou a ajudá-la com a seleção de lugares a serem visitados, estudo de terrenos e conversas com autoridades, preparando a implantação de uma estrutura que ainda está em formação.
As atenções do grupo se voltaram ao transporte fluvial e, naturalmente, à saída pelo Norte do país, que tem sido alvo das maiores apostas para destravar o escoamento da produção nacional de grãos do Centro-Oeste, ainda concentrado no eixo Sul-Sudeste.
A companhia argelina já adquiriu dois terrenos para os terminais fluviais, um em Miritituba e outro em Santarém, por meio dos quais pretende movimentar de 3 milhões a 4 milhões de toneladas por ano. Em Miritituba, estão previstos US$ 150 milhões em um terminal para transbordo, de caminhões para barcaças. Em Santarém, será absorvido um montante maior: US$ 1,5 bilhão em uma agroindústria e um terminal fluvial-marítimo, para transporte transoceânico. Conforme Hegg, esses aportes serão viabilizados com o apoio do Banco Africano de Desenvolvimento, do IFC (braço do Banco Mundial para investimento no setor privado) e do BNDES.
“Como a empresa tem companhia marítima, vamos otimizar essa logística, trazendo insumos a Santarém ou Miritituba, e levando soja e milho”, disse Hegg. A expectativa, acrescentou ele, é que o custo do transporte de uma tonelada de milho por esta via seja reduzido em pelo menos US$ 50, em relação aos atuais US$ 120 no caminho para Santos (SP) ou Paranaguá (PR).
Para ajudar no fluxo de movimentação das commodities, a Cevital tem investido também em estocagem em Mato Grosso, maior produtor nacional de grãos. A empresa injetou entre US$ 8 milhões e US$ 10 milhões na compra de um armazém no município de Vera, norte do Estado, e adquiriu outra “meia dúzia” de terrenos que terão a mesma finalidade. No momento, a Cevital está na fase de constituição de subsidiárias para solicitar as licenças ambientais a cada um dos armazéns. “Não queremos fazer absolutamente nada que não esteja 100% de acordo com as condições de Meio Ambiente que as autoridades definem”, disse.
A Cevital também se prepara para construir um complexo agroindustrial de US$ 500 milhões em Vera. “O diferencial é que a Cevital é um grupo agroindustrial, não uma trading. Eles compram para uso próprio”, destacou Hegg. O projeto envolverá uma esmagadora (inicialmente de milho), além de fábrica de etanol, ração animal e eventualmente uma misturadora de fertilizantes, juntamente com uma plataforma logística. A previsão é que a indústria comece com uma capacidade de processamento de um milhão de toneladas por ano.
O plano da empresa é que toda essa estrutura industrial e logística planejada para o Brasil esteja em operação em 2020. A Cevital estuda outras áreas em Mato Grosso e no Pará, e não descarta investir diretamente na produção agrícola – o que, nesse caso, iria requerer um sócio brasileiro, já que a legislação restringe a compra de terras por estrangeiros. “Podemos até fazer uma parceria com eles nesse sentido”, adiantou Hegg.
 http://sna.agr.br/grupo-argelino-chega-ao-brasil-e-quer-investir-us-2-bilhoes/ 

Comparativo entre o Pará e o Paraná a respeito do PELT

Resumo sobre o Plano Estadual de Logística e Transporte do Estado do Pará
Este estudo constitui uma investigação profunda sobre o sistema de transporte do Estado do Pará. Consequentemente, constitui uma análise do condicionante fundamental para a competitividade do Estado no sistema econômico nacional e internacional. O estudo parte da premissa de que economia e transporte compõem um binômio indissociável no que tange ao crescimento da economia estadual.
O objetivo geral do estudo é a avaliação de estratégias de intervenção pública e privada, com um horizonte de 15 anos, no intuito de lograr a articulação física do Estado do Pará e a reorganização de suas cadeias logísticas. Como principal produto, obtém-se um portfólio de projetos no setor de Logística de Transportes, no território do Estado, com maior impacto em dimensões econômicas pré-selecionadas, considerando-se estimativas iniciais de custos de cada projeto da carteira para viabilizar uma hierarquização que considere, além dos impactos socioeconômicos, o retorno sobre o investimento do Tesouro Estadual.
Coordenador
Carlos Roberto Azzoni
Eduardo Amaral Haddad
Período Plano Estadual do Pará
2008-2010
Financiamento
Governo do Estado do Pará - Secretaria de Transportes (através da Fipe)
Fonte: http://www.usp.br/nereus/?projetos=plano-estadual-de-logistica-do-estado-do-para-pelt-para
E do Outro Lado do País...
A Secretaria de Infraestrutura e Logística do Estado do Paraná – SEIL/PR está realizando, juntamente com o Laboratório de Transportes e Logística/LABTRANS, a revisão e atualização do Plano Aeroviário Estadual do Paraná.

Os objetivos deste Plano contemplam:

- Realização de inventário, cartografia e a análise do sistema aeroviário atual do Estado;

- Análise e realização de um prognóstico sobre a demanda futura pelo transporte aéreo no Estado;

- Desenvolver um novo Sistema de Aeroportos Estadual;

- Quantificar os recursos financeiros necessários para implementação da infraestrutura aeroportuária da rede estadual de aeroportos;

- Estabelecer um programa de investimentos para a implementação das diretrizes de desenvolvimento do novo sistema aeroviário estadual; e

- Realização de pesquisa censo com as empresas do setor aeroportuário vinculadas à rede estadual de aeroportos.

Empresa Contratada: FAPEU (Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária) tendo como executor o LABTRANS

Contrato nº 001/2013

Estudo do Sistema Aeroportuário Paranaense
Fonte: http://www.infraestrutura.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=199

Voltamos!!!

Recentemente lançamos um convite via facebook para uma assembléia Ordinária cuja participação não foi a esperada. E assim remarcaremos uma nova assembléia.