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Estado é terreno fértil para a expansão de logística

Investimento previsto para melhorar integração é de R$ 30 bilhões
EVANDRO FLEXA JR.
Da Redação
Com o "estrangulamento" nos portos do eixo Sul-Sudeste do País, e uma série de vantagens competitivas, o Pará ganha cada vez mais investimentos na área de logística, para se tornar, nos próximos anos, a principal rota de saída da produção do Centro-Oeste brasileiro. Longe do elevado grau de saturação dos demais portos nacionais; bem posicionado geograficamente para atender os principais mercados consumidores mundiais, via Canal do Panamá; e, no caso Porto de Espadarte, com o maior calado do Brasil, sem dúvida, a modal hidroviária paraense deverá ser muito bem aproveitada em um futuro próximo, conforme a avaliação de especialistas na atividade de transporte.
De acordo com a Associação Paraense de Logística (Aspalog), o investimento previsto para melhorar os canais de escoamento do Pará é na ordem R$ 30 bilhões. Além disso, dois grandes grupos nacionais do setor de logísticas já começaram a investir no Pará, instalando-se no Sudeste do Estado, em Parauapebas, visando reduzir o valor do frete a partir de uma conexão estratégica de baixo custo.
O Porto de Vila do Conde terá sua largura ampliada até 2014. Já na região de Itaituba, está prevista a implantação de onze portos, que inclusive, aproximarão o Estado da África, a partir da costa paraense. Com isso, será criado hub logístico, em virtude das vantagens que a região oferece como porta de entrada de cargas no Brasil. Além do fácil acesso ao Canal do Panamá, o Pará tem a seu favor o congestionamento dos portos de Santos e Paranaguá, onde um navio espera até 30 dias para descarregar. A ideia é que o Pará ganhe cada vez que um caminhão, navio ou trem, coberto de carga, adentre as fronteiras do estado

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